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Meia noite

A noite escrita escorre plácida como um fio de agua escorre pelo chão, estou insone outra vez e penso em mil coisas de cada vez, minha cabeça indo a milhas de distância em um mundo diferente desse. A meia-noite vem e passa, uma velha carrancuda que me diz que o sol é o olho de Deus, e eu não mereço a Deus. Os sons são apenas meu raquítico ventilador é a respiração irregular vinda da cama a cima... As coisas se amontoan enquanto escrevo no meu peito sentimentos mortos jazem em távolas de granito, eu sinto sua consistência fria e pegajosa, mas estão mortos e não podem mais se manifestar. Eu digo a mim mesma que quero parar e que quero mudar mas não quero, sou esse morcego empoleirado que poucos notam e gosto de assim ser, não me convém as dores de parto, não me ilude a segurança do lar, não me devora o amor consumado, sou bicho, sou animal enjaulado.

To Her

Eu que nem sei quem sou Nem posso ser mais do que quero Sinto por ti angústias Leves e tormentas ondas de saudades Eu que olho o inferno da porta Oro, sopro para que flutues até o céu

Encardido

Frustrado! Eu sou um velho bêbado frustrado Que chora amargurado e rouco Que sente saudades dela Mas que nunca a teve Que não pode tê-la Pois ela é suave e sutil Gentil, meiga e caridosa Porque ela merece todo amor e devoção do mundo E ele só pode lhe dar a dele Só pode ser aquilo que é E aquilo que é a condenaria E não se reconhece mais egoísta Pois por ela não pode ser mais isso Ainda assim não pode ser tão melhor Nem por ela, não pode ser

Paradigma

A soma de todos os medos Simplesmente tudo o que desejo Nesses olhos negros, agoniso Nesse peito aberto, me encaixo Faço uma forja para tua coroa E prenso em latão e marfim B eijo as mãos e a alma Me devora devoção sem fim Eu peço em meu desejo imenso Não penso no teu papel pequeno Sou só eu e um altar particular Passo rosas e jacintos entre as grades E a brasa repousa a contra meu peito Eu adormeço em agonia e fim

Lobo da Colina

A lua é crescente e eu saio Ando pelo bosque e deito na clareira Eu não o chamo, ele sempre sabe onde estou E ele vem... Meus joelhos sangram, mas eu sempre me ajoelho Colho frutinhos doces e espero seu abraço Ele é lívido e paciente Me conforta e me deixa dormir A casinha é pequena e sempre ganho flores O fogo constante na lareira e ele sai Ouço seu choro pela noite e sofro Ele sempre está por perto, mas não pode entrar Sinto que sou completa A bênção dos céus caiu sobre nós E as gélidas tempestades nos cercam Nos envolvem em um manto de amor
Era um tipo calado, que mesmo no meio da multidão estava só, aquela garota que se fechava com seus fones de ouvido e seus cadernos, estava em outro mundo, vivendo como outra pessoa .

Eu morto

Essa é uma daquelas noites que desejo ardentemente um cigarro é a dormência do álcool. Nada faz sentido e eu sinto tudo, principalmente o vazio assombrado no meu peito, a falta de não sei o que é a ânsia que se apoderam de mim. Eu já quis gritar e já quis morrer tantas vezes hoje que não faz mais sentido, nada faz, gostaria de por fogo em algo e me queimar só pra saber que estou mesmo viva
Você não tem rosto para mim, é só mais alguém que eu ñ poderia prever. Quando penso em você vejo palavras que me acalmam e não quero mudar isso.

O lobo

Sou de uma tribo de animais, vivo entre vorazes carniceiros de dentes afiados e pelos reluzentes, sou também como eles, seria hipocrisia dizer o contrário, mas sou farta, sou cansada em meus poucos anos, o sangue não mais me atormenta, não mais me enoja, é totalmente desprezível, não me comove mais e isso me diz que estou morta. Não há fome. Não há nada. Só medo do que não se precisa temer.
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Place of peace

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Stonia

Toda a dor no meu peito é tua Outra que deixei por não ser Paz, não tenho, a noite a rouba Alcanço lentamente o torpor, mas não durmo Zanzando entre memórias eu sinto Inconsciente e presa na minha cabeça Outra agonia calma e constante

Recado

Hoje eu queria te ligar para falar das coisas que não tem nada a ver, nada a ver com a minha dor, nada a ver com o meu medo, nada a ver comigo, sozinha. Queria que você me dissesse que tem ou que não tem e que não é legal, que é mal, mesmo eu sabendo que o lobo sou eu. Queria o vínculo descompromissado que nos une e nos separa em igual força. Queria apenas falar e falar, sem precisar dizer nada e não pensar.

Medo insano

Injúria seria afirmar que não temo Ele me consome Me deixa estática Prende meus pés com concreto dentro deste inferno O medo de sair é maior que o anseio nauseado de viver Ladrão! Me rouba dos sonhos e das conquistas Me tira o amor precoce Me sufoca dentro do lar Corta meus pulsos no banheiro de casa

Por Ela

Queria te dizer o quanto sinto sua falta Quão vazias são as noites Quão opacos são os dias Tudo é cinza e preto Sou seu apaixonado patético Aquele que não dorme sem olhar suas fotos e agonizar Eu te amo pequena pedra E eu sofro.

Patrícia

Ela é chuva fina Vento do temporal Ela é brisa fesca É baforadas de fumaça tóxica Perdida se acha Me acha Me salva Sou sua É daquelas eloquentes Que produz o próprio perfume Que grava em prata e aço Que some de manhã e não se sabe se existiu

Ciclo

Porque quando se doa é pleno Porque quando se vai é tarde Porque quando chora é chuva Porque quando chove é frio Porque quando esquece é eterno Porque quando sai é a caça Porque quando acha é graça Porque quando é graça apaixona Porque quando fica é simples Porque quando é fácil ama Porque quando ama é vivo Porque quando é vivo perdoa

Amadurecimento

"Eu cresci, grande mar, moldado pelas tuas ondas. Grande e poderoso MAR eu também amadureci no teu colo bravo, sou teu filho! Eu posso ter deixado, pai zeloso, tua costa e teu mangue, mas levei teu gosto de sal e meu coração caiçara para o mundo onde a morte é mais um acaso."
O problema é que sempre fui vazio e isso não mudou.

Criado para outra

Você está lá e é a cura Viveria toda uma vida a mirar-te Queria te sentir por inteira Tocar tua alma como a um banjo Florir tua vida e dela fazer nascer um jasmim Mas sou criatura e peco Peco só de te pensar Não sou criador nem faço as regras Só te venero.

Sábado à Noite

Sinto falta de algumas pessoas e de alguns lugares Ando quase sempre sem rumo e quase nunca fugindo Geralmente nessas andanças eu encontro tudo que estava escondido Mas me quebro quase sempre antes de chegar a algum lugar Os carros passam deslizando a minha volta Em algum bar alguém chora aflito Reflito sobre como sou inconstante e indefeso Queria eu estar inconsciente também A água me acalma e me incapacitante Curvo meu corpo como um feto e choro Desisto de tudo e grito Chamo Deus e a morte com a mesma intensidade Quando levanto e caminho novamente encharcado e cheio de mágoa O frio do vento me traz sanidade Sei que amanhã me levanto cedo E enfrento meu fardo com dignidade

Percepção tardia

Ela é perfeita Sintética e funcional E posso até entender seu fascínio Ela se olha e se vê exatamente como é Pois não sonha mais em ser É sisuda e tranquila, sabe se abster Eu entendo pois ela é adaptável A peça que falta em você E penso quase sempre nela É quieta e fala mansinho Quando perto e longe de você Completando seu ser estridente Só eu que não posso mais me comprometer

Cárcere

Exilada me encontro Fora de mim e não volto Não desfruto cousa alguma Já não gozo de mim mesma Abandonada a beira do abismo Saio a vagar nos extremos Fico balançando aflita Acima do meu flagelo Não se vê mais as estrelas O céu já não tem mais cor A única luz é o fogo Onde perco tudo que sou Sinto me preso Mas preso fora de mim O sangue na boca escorre Ferro, gelo e medo

Nota para um Zé Ninguém

Eu estou pirando As coisas escorregam e durmo A noite impaciente zomba de mim Pois conto para ela pensamentos teus As perguntas se acumulam Gato Preto Elas fazem pilhas embaixo de meus ombros É teu sorriso anil em meus pesadelos É a sombra da morte pela janela de casa Eles acordaram meu bem Em jaulas de ouro e riram Eu grito mas ainda estou só Estou presa do lado de fora Procuro sem você a resposta que já sei Pois sussurraria em meu peito minha estupidez Gargalharia de meu desejo de ser igual Mas me faria dormir sem medo Eu sinto falta Gato Preto Do tempo que era livre e sabia Do tempo que corria o perigo que me atraia Que descobria o mundo como ele é

Medo

Eu tenho medo de muitas coisas, medo de cair, medo de errar, medo de sonhar e as vezes  de sair... Tenho medo da morte, medo do escuro, medo de perder e as vezes até de viver... É por isso que sou matéria morta no fundo do abismo.

Sobre a Estrada

Quando a noite cai eu te sinto Escorrendo como sangue quente Me desesperando pouco a pouco No balanço doente da estrada A musica fala do que nunca viverei Do beijo que nunca beijarei Dos sentimentos que não vou sentir Eu sou o andarilho perdido Meus olhos choram fogo contra o vento da janela E penso no destino que não escolhi Cada parada é um vida minha Que nunca vou assumir O caos do mundo eu olho atônito Parei a duas mil milhas do inferno Posso sentir o bafo quente de enxofre Eu poderia ir la e dizer olá... O céu acima de mim é trevas continua Eu penso em Deus ocasionalmente Sei que não sou merecedor Ergo meus olhos e não ouso orar Alguém que passa e me olha nos olhos Sinto sua dor tão comum Dos cheios que a rotina transborda Dos vazios consumidos pelos dias Eu sei que o mundo não acaba hoje Eu sei que a dor não se vai Mas eu estou preso nesse ciclo vicioso Eu sou a morte vestida de prata ...

Carol

Calou-se, Apenas emudeceu. Roubaram lhe o brilho nos olhos, O calor de suas bochechas e a paz Lagrimas brilharam em seus olhos Incrivelmente não cairam Notava-se, ainda que lá no fundo, Amor!

Causa e Consequência

É raro encontrar alguém que te faça bem só com uma frase, Que te arranque um sorriso bobo sem esforço, Que te faça sonhar acordado, Que te faça se sentir novo... É difícil ter paciência para esperar um momento, Em que tudo possa ser perfeito... É difícil esperar, eu sei Momentos que não tem jeito... É fácil tentar ser forte, Difícil é realmente ser... É fácil ter um objetivo, É fato, querer vencer... (Jonathan Alves Januario)

Saudades

Não fora meu pai Um rei ou herói Foi apenas um homem Daqueles que muito amavam Não morreu o Bom Homem Morri Eu!

Pós-Mortem

O branco austero daquele fim Pregado e impregnado Da ante-sala do fim do mundo Um murmurio lamuriento - Está escuro aqui?! Tão branco tão plácido 115w todo segundo Escuro demais pra mim Quente! Quente! Que inferno de calor 16°  de inferno podre 16° de céu imenso

Aquele texto que lê você!

E de repente você acorda com vinte e tantos anos, cumprindo as oito horas diárias de trabalho, apressada com o prazo de trabalho da faculdade e assinando papéis com seu nome. Sem perceber quando foi que assumiu responsabilidades e começou a tomar decisões por conta própria enquanto a rotina dos dias vão te consumindo e imperceptivelmente você amadurece, envelhece e vira gente grande. Você não percebe quando é a ultima vez em que atravessa a rua de mãos dadas com seus pais, ou  quando eles te dão o ultimo banho ou limpam a sua bunda. Você naturalmente passa a aprender a se virar sozinho e não gritar "mããe" quando esquece a toalha de banho. A vida te ensina a sair correndo pelada pela casa, levando tombos pela água pingando no chão e te fazendo rir de cada situação constrangedora. E você acorda vendo que a sua vida é exatamente como imaginou que seria, e é maravilhosa. (Fernanda Endreffy)

O LADO BOM DA VIDA

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Eu, pessoalmente (instável, depressiva e arrogante demais para pedir ajuda), sinto como se alguém tivesse ouvido o que não contei. Parece uma daquelas histórias que invento para passar o tempo, o protagonista é louco e o amor é mais louco ainda. As vezes é preciso deixar de empenhar tudo no objeto amado para conseguir amar algo mais, eu não sei se sou capaz disso, mas com certeza é a coisa certa a fazer, tirar os pés do chão, sair da zona de conforto e Viver, apenas por que Viver é preciso. Existir é um exercicio de futilidade e se seu coração também não lida bem com essas coisas muito vazias, estou aqui e adoraria ouvir você!

Sobre o gato preto

Você vive pela falta de motivo para morrer não se ama e não ama nada, tudo são aparencias e o calo seco das horas que passa a se remoer por ser vazio. Eu te vejo a distância e sinto-me pesarosa, como olhos tão negros e tão confiantes guardam tamanho fardo. Diz-me gato preto que fiz eu?

Thiago

Acho que não vou conseguir esquecer o rápido vislumbre pelo vidro fumê do carro aquela sexta-feira do fim do período. Seu rosto sério e cansado, sem o costumeiro cavanhaque que ostentava anos atrás. Tem hoje, feições de um homem sério, de um pai e esposo compromissado, esforçado, exaurido... Foi-se a jovialidade e o frescor que me prendiam o olhar. Penso, inquieta e a espera, sobre sua camisa azul, aquela que costumava usar e eu amava, um xadrez grunge de listras brancas no pátio a dedilhar o violão. Revejo as horas que passei do lado de fora da sala de musica, à beber daquele som para sarar meus pulsos. Eu era a garota que te admirava a distância no refeitório todas as manhã e algumas tardes e que se envergonhava, com um sorriso bobo e bochechas coradas.

Estou Aqui

Eu ainda estou aqui Prestando homenagens bregas A um morto que não conheci Chorando copiosamente Uma dor que nunca senti Eu ainda estou aqui Ouvindo uma mesma faixa De um disco antigo Comendo biscoito De um mesmo sabor Eu ainda estou aqui Vestindo o mesmo vestido Floral de azul e branco Usando o mesmo perfume Amêndoas doces e lavanda Eu ainda estou aqui Sem mudar em nada a vida Fazendo sempre o mesmo Esperando desesperada Você voltar dessa viagem

Passenger | Let Her Go (Official Video)

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A Garota Da Capa Vermellha

É noite e eu chamo Ela não vem pois não pode sair Meu uivo estremesse a vila inteira E ela sente também minha dor Corro atrás do cheiro Morangos, suor e Sangue Ela está deitada na clareira Ela Fugiu para mim Caço para ela todas flores E durante o dia corto a lenha para aquecê-la Todo mês durmo fora três noites As três noites que a protejo ferozmente Eu sou a alma indormente do bosque O Terror e o trovão dos invernos Mas fui apaziguado Eu fui domado pelo amor

A Garota no pátio

Ela é linda Deus e é de Esquerda Houve musica e chora, Deus Odeio que isso aconteça Seus caracóis me enroscam Seu all Star me pisa, Deus Estou fascinado Sento-me e escrevo tolo Um poeta apaixonado Por cima dos meus óculos observo A meiguice travestida, Deus Apenas não me contento Seus olhos, de que cor? Um poeta em desalento Em minhas linhas penso, Deus Em como sua voz ressoa Quando só em seu quarto, Deus Seu choro ecoa É fardo, é fadigado Como respiro, hó Deus Sinto-me sufocado E ela se foi Um poeta abandonado

Agatha

Um quarto no ultimo andar da casa de paredes cor-de-rosa e com almofadas azuis e lilázes. O quarto de Agatha. O lugar mais triste do mundo. Mamãe sonhara com a menininha de olhos escuros e cabelos cacheados que correria  e destruiria metade dos bibelôs espalhados pela casa, era o sonho, papai a levaria para o balé a tarde, mamãe a pegaria depois e em casa seu irmão Danny ajudaria com o dever de casa. era a rotina perfeita, mas Agatha não vei para casa da maternidade. ela ficou na incubadora por meses e depois o seu pulmãozinho mal formado não quis mais funcionar.

Seleção 01/10

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Titulo: Ali Artista: Skank Compositor: Samuel Rosa/ Nando Reis Álbum: Maquinarama Lançamento: 2000 Nota: Musica que amo e que ouço desde sempre, ela me tras uma nostalgia e um aperto no peito :'(, mas mesmo assim me faz sentir livre, me faz sentir eu mesma. Ela entrou e eu estava ali Ou será que fui eu que ali entrei Sem sequer pedir a menor licença? Ela de batom caqui Com os olhos olhava o quê? Eu não sei Olhos de águas vindas De outros oceanos Ela me olhou - Quem? Quem sabe com ela Eu teria as tardes Que sempre me passaram Como miragens, como invenção! Se eu não posso ter Fico imaginando Eu fico imaginando Virá com ela que entrega Virá, sim, assim virá que eu vi Virá ou ela me espera Virá, pois ela está ali Ela amou o que estava ali Ou será que foi dela o que eu já amei Como os laços fixos de uma residência? Ela: Alô!? E eu não reagi Com os olhos olhava o que eu lembrei Quando andava indo Em outra direção Ela me olhou - Vem! Quem sabe com ...

Paz Conflituosa

Será inevitável, um dia nós iremos nos esbarrar em uma esquina, ou naquele barzinho que gostamos, ou num concerto da nossa banda favorita, talvez estejamos na casa de um daqueles amigos em comum e vai haver os reencontros da nossa turma e todos aqueles hábitos que ganhamos com os anos...  Não vai acabar agora, é impossível nosso relacionamento acabar agora, depois de três prazerosos anos de intima convivência, no qual nos tornarmos os melhores amigos, e as mais entrelaçadas a lmas que já se apaixonaram neste planeta, você 'me foi' e eu fui você, como se nós trocássemos de pele para entender até a minima mudança de expressão ou o brilho no olho que vai se apagando devagarinho a medida que chegamos a decisão de não estragarmos essa história com os conflitos de um relacionamento a distancia, e será doloroso não mais ter para onde correr, mas os caminhos se separam nesta altura... Eu posso te prometer, apenas se quiser, estar presente nos momentos de necessidade, não deixarei de se...

Um Adeus

A cada estação ele muda Olhos de cordeiro e pele de Burca Mas seu constatismo* é indolor Um quadro de madeira gravado a fogo! Quando olha em meu olhos e some é controverso Quando de meus olhos foge é disperço Quando em meus olhos habita é perfeito E toma meu fôlego como a quaresma Não canto uma canção de amor Nem gemo em sofrimento Seu aprazador é tranquilo Sento no deque e o deixo ir

Apontamentos

O sol se recolhe lentamente no horizonte, o molejo do ônibus me embala e eu penso em você parece inevitavel pensar; nas minhas viagens é como me distraio da estrada. As pesaoas a minha volta descançam de suas jornadas voltam para casa para seus filhos e familia e eu gostaria de estar voltando para você, mas as coisas que aconteceram mudaram tudo e agora volto para a cidade para um apartamento vazio e frio que cheira levemente a limão e hortela, o único vestigio seu, aliás, que restou lá. Vou para o centro mais tarde sentar naquele barzinho que adoro e tomar uma caipirinha outro habito que adiquiri de você e sua apreciação por acidos, mas eu vou voltar para casa para a cama enorme que comprei depois que me livrei da nossa e vou me revirar por horas até não poder mais me manter acordada Vai ser um fim de semana dificil, outro aliás, mas e isso que se resume minha vida. É isso que sou fora do meu papel de pr...

Prece

Pedro Pedro Das horas vagas Das aulas longas Dos insuportáveis intervalos Te olho muito Mas ainda sinto que nada vejo As pessoas tão trasparentes Você se destaca na turbidez Pare de dominar meus pensamentos Saia da ladainhas dos meus sonhos Não seja minha tentação Povoe apenas duas vezes na semana Apenas algumas horas Não o tempo todo, não em minha prece

Abobalhada

Peguei-me totalmente confusa a olhar os olhos de Lucas, Duas pedras jades esféricas com um impeto pacificador, daqueles olhos que pouco se encontra na vida. Tenho que recordar-lhes em momentos de ansiedade, a calmaria constante que me fazia velejar, não é de se adimirar que consegui apreder Calculo apenas quando ele deixou a cadeira, pois tirava minhas horas a imaginar o que fizera Deus para criar tal par de olhos, esfaimados mas sem vorascidade alguma, apenas necessidade e eu perguntei se alguem, algum dia beijaria um olhar como a uma boca!

Pensamento penoso

- Queria poder fazer alguma coisa por você France, queria mesmo. - Porque fazer algo por mim? Nunca te fiz nada pra merecer. - Nunca me deu nada de bom por que n tem nada de bom, Franceanderson... Você e uma mata seca nada flosresce em você, nem mesmo Lívia, que era um flor de plástico, seu calor derreteu ela.

Incontente

Não existe paz nesses olhos Não há descanço Nesses labios finos, me perco Neles eu danço Por meus dedos escorrem Cartas e lirios Mas nada falo, na boca Nasa transpira Eu me assusto, me retraio Sob seus olhos afoitos E não me distraio Sob suas mãos eu corro Não me sustento Quase morro é fogo Tudo em meu ventre Sua voz suave ressoa As mesmas ondas Meu corpo entoa, e paro Quase desmaio

Para Gláucia

Seus olhos tinham medo O meu apenas perdê-la Queria sorrir o tempo todo Se ela calma entrava Estava perdido Amava Gláucia como ateu Nada via depois de meus óculos Apenas seu rosto risonho

Gato Preto

Seus olhos de gato preto me fazem falta Seu papo sempre centrado em demasia Seus equívocos tão suaves e tão contidos Seu ser no total Todas as horas do meu dia fazem falta Um gato preto solto a gingar pela rua Com a cabeça reta e os olhos na lua Sei que nesse mente, insana e inquieta, ha maravilhas E esses olhos de gato preto vêem seu mundo mudado Por entre as funções, frações e contradições que embalam seu sono Existem monstros de concreto e fome E os pesadelos suados de pés no asfalto Dissolvem no seu acordar de gato preto E naquelas patas, suaves, de gato preto Uma força que se rasga de pantera negra Uma marca dianteira esquerda é a bandeira Da liberdade acentuada de um homem preto

Pró-seco

Poderia, apenas, tomar um chá, estender os pés por cima da mesa de centro e esquecer. Sim, poderia! mas não quis, dirigiu em velocidade reduzida, parou em um pitoresco barzinho, pediu uma xícara de café com conhaque e de novo se ateve a memórias, as repassava com voracidades enquanto o liquido quente e encorpado lhe descia pela garganta, todavia não estava triste, se encontrava apenas em estado de contemplação. Chegara a conclusão de que seu rarefeito passado deixara de lhe espetar a alma.

Edilvan

Linhas finas, traços resolutos seu comedismo* renderia uma canção Olhos de gelo quase carregados A nada faziam menção E algumas horas por dia sorria Robótico, intricado como um príncipe de gelo Que precisa aparecer Eu as vejo pelos cantos a notar-lhe E penso em como fundamentam sua fantasia Como supõe uma chama clara Eu claramente só vejo gelo Mas calma, eu só vejo É suposto que hajam sentimentos Domados e Adestrados Invisíveis aos meu questionamentos

...

Lhe escorriam simples e crespos, das raízes as pontas, mas combinava com seu semblante selvagem, ela era a prenuncia de uma tempestade de fogo. Os tempos eram de guerra e fome, e passeavam pelo povo as mais desgraçadas pestes, entre elas a pior era o ódio mútuo, o ódio de si mesmo e dos outros pelo que não mais se podia fazer, os rostos sujos qual porcos em seus chiqueiros e  não mais se sentia odor, não pela ausência, mas porque seus olfatos se encontravam saturados demais para perceber coisa alguma. A terra podre concebeu Ester, A mulher das vilas sangradas. Seu povo era faminto, mas não mais rogava piedade morta, saia e caçava, lutava reerguia paredes e templos de um Deus fugido.

Um sonho

Era solar como os sonhos que tenho na praia, o sorriso de Deus se escondendo atrás do mar, porém não era a paria, não era o mar... Era um lago grande no meio de uma floresta verde e Deus sorrindo como o sol da nova estação, meus sangrados pulsos saravam devagar com um calor que ia subindo até minhas faces molhadas. Mas eu era feliz, como se nunca o mundo tivesse me tocado, como se eu não tivesse sido viva, Deus pegou-me em seu colo e o peso se foi, não havia mais culpa ou saudade, não havia mais receio ou cobranças, eu não precisava da cor certa de pele ou do peso ideal, não precisava do cabelo perfeito ou das musicas certas, não precisava ter aqueles amigos ou ser daquela forma que convém; em 19 anos eu pude deitar e dormir, sem cólicas, sem calor, sem o ruido do jornal que conta os mortos e os assassinos, e então eu não era humano, eu não era nada, só havia Deus e eu estava n'Ele, uma compaixão me encheu e o amor preencheu todos os lugares vazios, colou meus quebrados... Eu ent...

Um Cavalo Selvagem

Escorrem como água da chuva As lágrimas dos meu olhos Te amei profundamente Mas é natural Você partiu Para os campos verdes do céu Onde os cavalos são LIVRES Onde a água sempre é fresca

Passa-Tempo

A vida é curta demais para se negar um sorriso A vida é curta demais para se engolir um EU TE AMO A vida é curta demais para não sair com os amigo A vida é curta demais para não dizer BOM DIA ao porteiro A vida é curta demais para sair, ao menos uma vez, na chuva A vida é curta demais para não rir de algo, ou melhor, para não gargalhar Enfim, a vida é curta demais....

By me...

Já sentiu como se estivesse sozinha no mundo? As vezes me sinto assim, pra ser sincera, isso acontece com mais frequência do que gostaria. Olhar para seus próprios sonhos e não se sentir capaz de realizá-los pode ser bastante doloroso. Gosto de me recolher com minhas musicas e meus pequenos textos que falam sobre a garota ideal, com seus olhos pretos e cabelos longos, mas me vejo preza a uma imagem do que nunca conseguirei e isso me faz mal, mesmo que os momentos sozinha me façam sentir bem voltar para o mundo real vai ficando cada vez mais difícil. Eu não preciso de um motivo intenso pra escrever eu só preciso pensar em todas as coisas e pessoas que perdi, gosto de rabiscar uma frase do Biquíni* em meus cadernos:- "Como é difícil viver carregando um cemitério na cabeça" e isso é verdade, minhas boas lembranças sempre acabam em uma lápide em um cemitério, e isso me deixa apavorada. A vida é frágil e sei bem disso, mas nem sempre ter consciência das coisas ajuda, as vezes f...

EVA

Sabia que ela era uma das mais proibidas, mas dos meu canto a fitava. Ela tinhas cabelos longos lhe caindo em cachos grossos sobre os ombros e descendo até sua cintura, eu estava terrivelmente apaixonado por Eva, mas ela é o tipo de mulher livre. Eva mora em meu prédio, sempre nos encontramos nas escadas e as vezes quando chego do trabalho de madrugada ela está voltando ou saindo de alguma festa, sempre desacompanhada. Gosto do jeito tardio e urbano de Eva, ela trabalha no shopping numa loja de departamentos, ela é caixa e nos fins de semana faz bicos como garçonete em festas, ela vive bem e consegue ( não sei bem como) levantar cedo no outro dia e ir trabalhar. Eva não quer ter filhos, mas ama crianças, ela gosta de brincar com Shophie, minha sobrinha, quando ela aparece por aqui. Eva fica em casa em dias de chuva e faz café (consigo sentir o delicioso cheiro do meu apartamento que fica bem em frente) e imagino que deita no sofá e assiste comédia na TV. Ela não posta muito no Fac...

Confesso

E o cara dela era todo errado... Mesmo sendo o príncipe pousava de vilão. Ela gostava, mas não amava... ou só não queria amar. Parecia difícil, mas era tão simples e de tão simples se complicava. Enciumada e dividida pois muitos a cortejavam, mas nenhum com tamanha ousadia de lhe mostrar um mundo diferente. Pouco comum, pouco maduro, mas a surpreendia em minúsculas atitudes e a fazia sonhar a noite com seu cheiro. Talvez a jovem não atinasse para o lado vulgar do relacionamento só se sabe que ela se preocupou em aproveitar cada momento ao lado daquele que parecia o último dos anjos caídos.

Uma Alma Em Particular

Era um daqueles moços bem apessoados, mantinha a barba bem feita, os cabelos sempre cortados em modelo galante e um fragrante perfume a exalar em torno de si, poderia dizer-se que o cavalheiro em questão era um homem de posses e portanto soberbo, porém essa era uma imagem enganosa. Todas as quartas-feiras era acometido pelo sentimento nobre do amor ao próximo, enchia o porta-mala de um carrinho velho que comprara fora de comida, roupas e produtos de higiene pessoal, vestia-se com trapos amassados chamava seu motorista, e fiel amigo, e dirigia para fora do luxuoso bairro onde morava. Dali alguns quilômetros, no subúrbio paulistano, ele estacionava em um lugar onde a visão era pungente e enojante. pessoas amontoadas com crianças, animais e lixo. Ele descia e logo os precários abitantes daquele lugar fazia fila, olhavam esperançosos para ver o que trouxera desta vez, como sempre ele alimentava primeiro os velhos, depois as criança e por fim os demais, era um sistema bem simples; depois ...

He is only...

Ele é meu amigo, meu amigo intimo, de todas noites tediosas preenchidas com calor vinho e filosofias de homens mortos. Tem ele, em seus 22 anos, a pele negra mais doce, um jeito de quem nunca vai se apegar, se afogando em suas teorias e seu futuro de físico brilhante, com uma adorável coleção de livros tédiosos e uma crença em nada especifico. Gosto de olhá-lo, mas pouco o fiz nas ultimas vezes que o vi, tão submersa em meus problemas pequenos e dramas banais que não vi as mudanças no semblante... Aquele brilho que estava, de repente, lá e eu não sabia de onde vinha e ignorei. A pose mais travada no campus e os olhos que giravam horrores durante todo o tempo. Eu não vi. Meu amigo, que era só meu, estava se apaixonando. Eu estava perdendo.

Meus Porquês

Por que a Lua brilha? Por que não posso ir ao parque? Por que você tem que viajar? Por que não posso ter 18? Por que não posso ter um quarto só meu? Por que você me ama? Por que tenho que engordar? Por que não posso ser igual? Elas nunca vão me aceitar! Por que fico nervosa quando ele entra? Por que sinto que o céu desaba quando ele me beija? Por que tenho tanto ciúmes? Por que não posso viajar com você? Por que seu trabalho é tão longe? Por que meus lábios não articulam um sim? Eu quero tanto ser sua esposa! Por que estou tão nervosa? Por que seu toque é tão elétrico? Por que sinto que não posso lhe negar nada? Que sensação é essa? Por que vou ter um bebê? Por que você está tão diferente? Por que eu amo uma coisinha tão pequena? Por que dói tanto? Por que estou sangrando? Eles não falam nada, não explicam! Porque meu bebê teve que morrer? Porque você não me liga? Porque tenho que ter 18? Por que tenho que ficar sozinha no quarto? Por que você me odeia...

Escolhas

Escolheu ir embora... Pegar a estrada mais longa a caminho do mar... E foi! No caminho viu cidades e viu pessoas, estas tão parecidas com as que deixara e sentiu! Viu matas e viu pequenos lago, sentia saudade daquela mata e daquele lago que ficara e sentiu! Tomou chuva na estrada, água fria do céu, tão parecida com os banhos que tomara antes e sentiu! Sentiu saudades... Sentiu tristeza... Sentiu solidão... Escolheu voltar... Pegou a estrada mais curta para o sertão... E Voltou, com o mar nos olhos, e o sertão no coração!

Quem eu sou?

Havia calor ainda em seus olhos, mas eles ia aos poucos esfriando e se fechando era como se algo o estivesse puxando para dentro de si mesmos, para suas mais profundas memórias. Viu coisas que havia se esquecido há séculos, sua primeira queda de bicicleta, e sua mãe a fazer o jantar enquanto ele fazia o dever de casa na mesa; então pulou para pré-adolescência e viu Ana, a primeira garota que beijou, ela tinha trancinhas e sardas no rosto, lembrou de como a achava bonita mesmo usando óculos grandes demais; o primeiro porre com os seus amigos, ele não os via a muito tempo, soube que esposa de antônio havia perdido o bebê, mas ele teve muito trabalho e não pode visita-lo, não lembrava nem mesmo de ter ligado; se viu entrando no primeiro dia de faculdade ao lado de sua mãe, estava tão envergonhado por chegar lá com ela, mas sabia que não conseguiria ter entrado no prédio sem sua mão protetora o incentivando ali em suas costas; a primeira reprovação; a noticia de que era o melhor da classe...

Claridade

Calou-se instantaneamente, parecia ter ouvido o maior absurdo já inventado. Lembrou, porém que todos naquela casa eram assim, exagerados, brigões e incapazes de falar em um tom educado, não lhe restava mais nada, levantou e pediu licença aos anfitriões e dirigiu-se, ainda indignada, a porta. Relutante ainda olhou para trás, sentia que abandonar a pobre criança no meio daqueles primatas era uma crueldade sem tamanho, mas que poderia fazer a simples professora contra toda a convicção daqueles pais? Nada! Essa era a resposta mais dolorida que já havia passado por sua cabeça. Inês era uma menina inteligente, a qual não se precisa explicar duas vezes, ela 'pegava as coisas no ar' e era curiosa, merecia, sem dúvidas, concluir seus estudos. o problema de tudo era seu pai. Deodoro o tosco pai de Inês, colocara a filha na escola apenas para que aprendesse a ler e contar, isso bastava. Criava a filha para casar-se e ser, assim como a mãe, uma escrava do lar. a sorte é que seu no...

Anjo de Guerra

Eu não sei de onde ela veio, mas ela estava lá com seus longos cabelos negros, os caracóis lhe escorriam pela face. Ela se ajoelhou ao meu lado e se compadeceu da minha alma. Era final da Segunda Guerra, eu sou um dos soldados sobreviventes, e passei pela terrível sensação de apocalipse... Não tinha comida nem água, a munição também estava acabando, estávamos perdidos. O exercito inimigo avançava e o barulho era intenso, eu tinha em meu colo um amigo ferido, eu estava desesperado, ele me pedia que o tirasse dali, ele chamava por sua mãe. olhei para o céu e vi a morte... Era um míssil que iria atingir o solo a poucos metros de nós, eu o arrastei pelo solo até uma barricada mesmo sabendo que não seria o suficiente, mas era o melhor que eu podia fazer. Quando ele nos atingiu, voaram destroços por todo lado, eu não consegui levá-lo comigo, mas deixei meu coração com ele, senti o calor do fogo que devorava nossa munição e fui atingido por restos de equipamentos, e uma bala; senti o sangu...

Same Mistake - James Blunt (legendado) - P.S.: EU TE AMO

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Ciclo I

É noite e apenas sei disso porque não há nada de luz entrando pela janela, o meu teto é apenas preto, nem mesmo nuances de cinza, e eu estou dolorosamente consciente. Os lençóis queimam minha pele e eu levanto. Porta a fora existe nada... Nada mais, eu contei muitos passos, mas minha mente parou. Tudo a minha volta é loucamente claro agora... A luz e o barulho me enlouquecem, mesmo eu não os vendo, não os ouvindo. Não há ninguém! Não há nada! Eu não tenho destino certo, minha pernas mecanicamente me levam onde antes havia vida, hoje só há movimento, morto e frenético. Isso é só um desabafo desse velho louco, que anda sozinho e as vezes chora, eu não quero seu perdão só quero poder falar dos meus pecados, dizer alto que eles me xingam e que sei que sou um arrogante por não pedir perdão. As coisas as vezes fogem do controle e minha lágrimas são vermelhas, mas não quero ajuda... Quero olhar pro céu e sentir que sou observado. Eu não tenho razão mas eu tenho o que preciso, neste pa...