Anjo de Guerra
Eu não sei de onde ela veio, mas ela estava lá com seus longos cabelos negros, os caracóis lhe escorriam pela face. Ela se ajoelhou ao meu lado e se compadeceu da minha alma.
Era final da Segunda Guerra, eu sou um dos soldados sobreviventes, e passei pela terrível sensação de apocalipse... Não tinha comida nem água, a munição também estava acabando, estávamos perdidos.
O exercito inimigo avançava e o barulho era intenso, eu tinha em meu colo um amigo ferido, eu estava desesperado, ele me pedia que o tirasse dali, ele chamava por sua mãe. olhei para o céu e vi a morte... Era um míssil que iria atingir o solo a poucos metros de nós, eu o arrastei pelo solo até uma barricada mesmo sabendo que não seria o suficiente, mas era o melhor que eu podia fazer.
Quando ele nos atingiu, voaram destroços por todo lado, eu não consegui levá-lo comigo, mas deixei meu coração com ele, senti o calor do fogo que devorava nossa munição e fui atingido por restos de equipamentos, e uma bala; senti o sangue sair do meu corpo, molhado e pegajoso a dor me rasgava quando ela apareceu.
Seus olhos estavam marejados e temerosos, ela me arrastou dali, seus lábios pequenos e rosados murmuravam uma prece que não consegui identificar a noite caia e o fogo foi cessado e ela me levava para longe, não deduzi o quanto.
Nos escondemos atrás de um rochedo perto de uma nascente e ela colocou água em minha boca e pousou minha cabeça em seu colo, enquanto o sol nascia. Ela estava cansada por arrastar um corpo a noite inteira, pude ouvir a guerra reacordar, não era tão longe, mas era um pouco distante. Esse anjo quem seria? O que faria tão perto de uma guerra perdida? Eu não sei pois ainda a ouvindo murmurar preces a um deus que não sei se existe desmaiei, era quase a morte.
Acordei vários dias depois, nem um sinal da moça nem do campo de guerra, só um vago sentimento de fé, talvez fosse um anjo, talvez Deus exista pois ninguém do resgate encontrou moça alguma, ou rocha, ou nascente de água, só um soltado quase morto ( ou milagrosamente vivo) à 25 metros de distância de de onde caíra um míssil.
Era final da Segunda Guerra, eu sou um dos soldados sobreviventes, e passei pela terrível sensação de apocalipse... Não tinha comida nem água, a munição também estava acabando, estávamos perdidos.
O exercito inimigo avançava e o barulho era intenso, eu tinha em meu colo um amigo ferido, eu estava desesperado, ele me pedia que o tirasse dali, ele chamava por sua mãe. olhei para o céu e vi a morte... Era um míssil que iria atingir o solo a poucos metros de nós, eu o arrastei pelo solo até uma barricada mesmo sabendo que não seria o suficiente, mas era o melhor que eu podia fazer.
Quando ele nos atingiu, voaram destroços por todo lado, eu não consegui levá-lo comigo, mas deixei meu coração com ele, senti o calor do fogo que devorava nossa munição e fui atingido por restos de equipamentos, e uma bala; senti o sangue sair do meu corpo, molhado e pegajoso a dor me rasgava quando ela apareceu.
Seus olhos estavam marejados e temerosos, ela me arrastou dali, seus lábios pequenos e rosados murmuravam uma prece que não consegui identificar a noite caia e o fogo foi cessado e ela me levava para longe, não deduzi o quanto.
Nos escondemos atrás de um rochedo perto de uma nascente e ela colocou água em minha boca e pousou minha cabeça em seu colo, enquanto o sol nascia. Ela estava cansada por arrastar um corpo a noite inteira, pude ouvir a guerra reacordar, não era tão longe, mas era um pouco distante. Esse anjo quem seria? O que faria tão perto de uma guerra perdida? Eu não sei pois ainda a ouvindo murmurar preces a um deus que não sei se existe desmaiei, era quase a morte.
Acordei vários dias depois, nem um sinal da moça nem do campo de guerra, só um vago sentimento de fé, talvez fosse um anjo, talvez Deus exista pois ninguém do resgate encontrou moça alguma, ou rocha, ou nascente de água, só um soltado quase morto ( ou milagrosamente vivo) à 25 metros de distância de de onde caíra um míssil.
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