Sábado à Noite

Sinto falta de algumas pessoas e de alguns lugares
Ando quase sempre sem rumo e quase nunca fugindo
Geralmente nessas andanças eu encontro tudo que estava escondido
Mas me quebro quase sempre antes de chegar a algum lugar

Os carros passam deslizando a minha volta
Em algum bar alguém chora aflito
Reflito sobre como sou inconstante e indefeso
Queria eu estar inconsciente também

A água me acalma e me incapacitante
Curvo meu corpo como um feto e choro
Desisto de tudo e grito
Chamo Deus e a morte com a mesma intensidade

Quando levanto e caminho novamente encharcado e cheio de mágoa
O frio do vento me traz sanidade
Sei que amanhã me levanto cedo
E enfrento meu fardo com dignidade

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