Paradigma

A soma de todos os medos
Simplesmente tudo o que desejo
Nesses olhos negros, agoniso
Nesse peito aberto, me encaixo

Faço uma forja para tua coroa
E prenso em latão e marfim
Beijo as mãos e a alma
Me devora devoção sem fim

Eu peço em meu desejo imenso
Não penso no teu papel pequeno
Sou só eu e um altar particular

Passo rosas e jacintos entre as grades
E a brasa repousa a contra meu peito
Eu adormeço em agonia e fim

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