Um Adeus
A cada estação ele muda
Olhos de cordeiro e pele de Burca
Mas seu constatismo* é indolor
Um quadro de madeira gravado a fogo!
Quando olha em meu olhos e some
é controverso
Quando de meus olhos foge
é disperço
Quando em meus olhos habita
é perfeito
E toma meu fôlego como a quaresma
Não canto uma canção de amor
Nem gemo em sofrimento
Seu aprazador é tranquilo
Sento no deque e o deixo ir
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