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Mostrando postagens de julho, 2018

Sofrer

Sobre ela, a pedra mais linda moldada na jóia mais cara, mas eu a perdi, um tolo e débil poeta que esmagou a flor e riu!

Dor absoluta

Eu sinto que morro todo dia apenas por não te ver Levanto sempre com o sol e com sol me deito Não procuro amigos, sou um recipiente vazio Não existe nada em mim além da minha vertiginosa camada de dor e desespero Quando, da sacada do meu quarto, o sol se esconde, eu me deito Cubro meu corpo e cabeça em lençóis de linho, vegeto Olho por minhas memorias distorcidas tudo o que já foi Nessa agonia calma as horas passam e eu me disperso nas memorias A noite vai morrendo como um velho tubérculo nas garras do sol Se afogando em sua própria escuridão Eu me encontro vendo o avanço gradual do sol em seu domínio particular E meus escritos se interrompem apenas para o chá Sua fria consistência me acalma, mas a segunda xícara nunca é servida Olho através dos secos vidros meu reflexo e lembro-me taciturno a tua volta É dolorido quando não adormeço e caminho pouco convicto Enjaulado em meu próprio quarto sentindo falta de um perfume Meus olhos secam e as luzes pela janela os ferem...

Sobre o fado

Estou cheia! Cheia de noites mal dormidas Cheia de conversas vazias Cheia de pessoas falsas Cheia de amores de vidro Cheia de compromissos furados Cheia de promessas quebradas Cheia de vazios incalculáveis

Corona

Eu te desejo que você seja Você veja quando alguém te faz bem Quando for existir e pensar Sempre lembrar do que mereceu Teu mal é gêmeo do meu Se chama solidão Desgosta, mata e revive Sobrevive na mais densa escuridão Teu solo é esse que piso Teu sonho é esse que é meu também Mas não se deixe, não abandone É assim meia vida e além.