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50 tons de agonia

Porque dói quando é noite Quando só me deixo levar Quando penso propenso Apenas a não pensar Porque dói quando sorrio Quando pinto em meu rosto palhaço Quando finjo e vivo disso Apenas não sei parar Porque dói quando muito sonho Quando acordo e nada tenho Quando finjo que não preciso Apenas não posso suportar Porque o mundo se fez em uma noite Quando acorada beijei seus lábios Quando dormindo não tive pesadelos Apenas não sei viver

Uma vez e nunca mais

Eu não queria me apaixonar por você, era para ser só uma noite! Você não deveria ter me deixado tão confortável, não era para você preencher o meu vazio, não devia acalmar a loucura na minha cabeça. Eu dormi bem com seu cheiro em mim, como nunca antes e acordei feliz, eu cantei para as crianças enquanto fazia café e escrevi alguns poemas durante o dia. Eu me senti viva boa parte da semana e quase esqueci quem você era, quem você iria ser. Eu menti para mim mesma e me recusei a pensar na dona do seu coração, eu fingi que te veria de novo e fingi que seria perfeito de novo. Eu precisei tanto de conforto nas últimas semanas que sinto dores por todo o corpo ele se recusa a funcionar sem alívio.  Mas eu não tenho alívio porque você pertence a outra e todos os meus amigos foram embora e tudo que eu tinha se foi. Está tudo tão distante e tão frio. Eu sinto que n...

Outro poema sobre ela

Gabriela dos olhos negros Que choram fogo e lava Musa de mil poemas Aquela que me desmembra Eu não posso Eu não devo Mas você é o sonho e o suor É a dor e, por mais de vez, o sorriso Sai de mim menina Não seja minha Não habite em meus olhos Fuja da minha memória Porque eu canso G abe Porque não posso Existem ordens menina Que não consigo seguir

De volta

Estou voltando para casa mãe Cheio de malas e um coração partido Nessas minhas andanças mãe Eu dancei e ela era linda Eu era um cafageste e ela fugiu Eu perdi seus olhos de pedra e me perdi Seu filho hoje é ninguém Eu rezo para Deus me chamar de volta Eu choro toda noite antes de dormir Mãe me leva de volta pro teu colo E põe meu leite morno na mamadeira Eu cansei de ser um homem bem sucedido Eu queria ser criança Queria tanto não amar Topázio

Forthem

Eu construo seu rosto à lapis Eu fiz uma lápide Eu deixei passar Eu guardo memórias selvagens Que arranham meu olhos por dentro Eu aguento Eu vivo como morto Eu corro toda tarde Eu não consigo fugir Eu canso e paro de vez Eu nunca sei, nada sei Eu caio

Alguém que não vi

Ele tem olhos negros e sorri completo Suas mãos e pele macias Sua voz plácida Sua vida sem agravos Fecha os olhos e sente Sente como se não fingisse Se finge, me engana Meu coração pesa garoto Em ti vejo muito de outro Outro sonho que era meu se foi Me deixas a vontade Não sinto vontade de fingir Só sinto uma sensação boa Como se o vazio sumisse

Por hoje

O crepúsculo cai indolente Está indiferente a minha dor Meu peito lateja cheio Dores, amores e rancor Atravesso os dias como um fantasma Como, durmo e leio as vezes Sorrio quando necessário Mas pareço mesmo um espectador O vazio está de volta quando passa das 10 Olho para o teto insone e suspiro Tento preencher minha mente com boas coisas Mas elas parecem escorregar muito fácil Quando durmo o terror me assola Sou enterrada viva noite após noite Tenho sangue na boca em carne viva Tenho mais nas mãos e não tenho nada Não é sua culpa, não é ninguém Faço parte de um lote com defeito Mas devolver não é tão simples É bem assustador