Por hoje
O crepúsculo cai indolente
Está indiferente a minha dor
Meu peito lateja cheio
Dores, amores e rancor
Atravesso os dias como um fantasma
Como, durmo e leio as vezes
Sorrio quando necessário
Mas pareço mesmo um espectador
O vazio está de volta quando passa das 10
Olho para o teto insone e suspiro
Tento preencher minha mente com boas coisas
Mas elas parecem escorregar muito fácil
Quando durmo o terror me assola
Sou enterrada viva noite após noite
Tenho sangue na boca em carne viva
Tenho mais nas mãos e não tenho nada
Não é sua culpa, não é ninguém
Faço parte de um lote com defeito
Mas devolver não é tão simples
É bem assustador
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