Tragédia contemporânea

Ei Anne!
Cadê aquele menino branco que sentava na calçada?
Ele costumava me falar de flores
Arrancava sorrisos desta preta amargurada...

Dizem que foi pro Rio de Janeiro
Dizem que sonhava com o mar
Dizem que sorriu tanto que chorou, nas bandas de IPANEMA
Dizem também que, pobre menino, ia caminhando de mãos com seus pais...

Naquela Guerra do Morro?! Ave Maria

E foi triste fim!

Essa preta que nunca mais sorri

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