Liberdade Defluente
“Ser como rio
que deflui
Silencioso dentro
da noite”
Estar
livre é um processo de caos e calma, é seguramente inseguro… é
rouco e agudo em partes iguais!!
Posso
pensar em mil maneiras de estar livre, posso desativar minhas emoções
(não sem custo) pois um homem sem vínculos é um homem sem
barreiras. Um homem sem medo é um homem sem fronteiras, aquele que
poderá ir a boca do inferno e aos portões do céu, será também um
homem que jamais aceitará nenhum dos dois.
Porém
o preço da liberdade, qual será? Quantas partes da minha alma
deixarei pelo caminho? Questões que me tiram o sono, a paz, a calma.
Seria eu livre de mim mesmo se fosse livre das emoções? Creio que
só uma experiência de pele diria. Mas ainda procuro a liberdade de
forma esfaimada, diminuindo vínculos, aumentando desempenho, não
devendo favores… Eis uma liberdade parcial, uma liberdade de
obrigações com o próximo, além das devidas apenas por viver de
maneira cristã, que se mostra frágil ao passar dos dias quando
conto o que devo aos meus genitores, e aos meus professores, todas as
coisas que devo partilhar com irmãos e amigo, vejo que a dependência
humana é nada mais que inalterável, a liberdade seria então uma
meta impossível.
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