Algo que aprendi sobre ela é naquele quase metro e meio existe uma grandeza, uma gentileza, uma leveza... Enfim nada muito simples de explicar, naqueles olhos nada críticos tão contrários aos meus existia um puro e sincero torpor que ousei chamar de amizade Michelle era entre outras coisas, ousada, aproximar-se sem medo daquela imagem vampiresca e antipática que eu ostentava, ou melhor sustentava, pois dia menos dia eu me cansava e colocava tudo no chão e chorava, arruinada como uma foto que caiu no lago. Mas o intrigante sobre sua alma, era apenas que não era vazia, não oscilava e não enegrecia, nem mesmo com os meus falhos atos de desamor. Michelle era comovente e desconhecia minha luta diária por aceitação, não por parte dos outros, pela minha própria e ouso dizer que me amo um pouco mais depois de sua alegre disposição em me levar para dentro de seu coração gigante, eu estava novamente desesperado e ela estava me dando a mão.