Porque dói quando é noite Quando só me deixo levar Quando penso propenso Apenas a não pensar Porque dói quando sorrio Quando pinto em meu rosto palhaço Quando finjo e vivo disso Apenas não sei parar Porque dói quando muito sonho Quando acordo e nada tenho Quando finjo que não preciso Apenas não posso suportar Porque o mundo se fez em uma noite Quando acorada beijei seus lábios Quando dormindo não tive pesadelos Apenas não sei viver
Me perdoe porque eu sumo Porque perco seu número sempre que troco de telefone Me perdoe porque não tenho assunto Porque ser presente me oprime Me perdoe porque eu dou péssimos conselhos Perdoe porque eu não faço o tipo falante Me perdoe por ficar de lado e me não entrosar com seus outros amigos Perdoe a inquietude e falta de diálogo Me perdoe porque me ama Perdoe porque te amo Perdão
Eu choro um amor vencido A morte venceu meu amor, preto velho Me largou derrotada nesse mundo louco Mas ela não me leve, preto velho Ela quer me ver sofrer Foi a tempo, preto velho, que amei Coração de ouro e corpo quente Tinha meu índio sorridente De todos na aldeia, preto velho Era o mais bonito e perdido Essas lágrimas são desespero, preto velho Meu preto que ouve meu canto Desabou-se minha OCA aquela tarde Quase noite morreu meu amor Deixa afogar-me, deixa sofrer Pois morrer não morro Morte só quis meu meu menino, preto velho Não me leva mais daqui Quer ver meu sangue envenenado Pintar o barro de rubro, daqui pra manhã
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