Sobre a Estrada
Quando a noite cai eu te sinto Escorrendo como sangue quente Me desesperando pouco a pouco No balanço doente da estrada A musica fala do que nunca viverei Do beijo que nunca beijarei Dos sentimentos que não vou sentir Eu sou o andarilho perdido Meus olhos choram fogo contra o vento da janela E penso no destino que não escolhi Cada parada é um vida minha Que nunca vou assumir O caos do mundo eu olho atônito Parei a duas mil milhas do inferno Posso sentir o bafo quente de enxofre Eu poderia ir la e dizer olá... O céu acima de mim é trevas continua Eu penso em Deus ocasionalmente Sei que não sou merecedor Ergo meus olhos e não ouso orar Alguém que passa e me olha nos olhos Sinto sua dor tão comum Dos cheios que a rotina transborda Dos vazios consumidos pelos dias Eu sei que o mundo não acaba hoje Eu sei que a dor não se vai Mas eu estou preso nesse ciclo vicioso Eu sou a morte vestida de prata ...