Postagens

Abobalhada

Peguei-me totalmente confusa a olhar os olhos de Lucas, Duas pedras jades esféricas com um impeto pacificador, daqueles olhos que pouco se encontra na vida. Tenho que recordar-lhes em momentos de ansiedade, a calmaria constante que me fazia velejar, não é de se adimirar que consegui apreder Calculo apenas quando ele deixou a cadeira, pois tirava minhas horas a imaginar o que fizera Deus para criar tal par de olhos, esfaimados mas sem vorascidade alguma, apenas necessidade e eu perguntei se alguem, algum dia beijaria um olhar como a uma boca!

Pensamento penoso

- Queria poder fazer alguma coisa por você France, queria mesmo. - Porque fazer algo por mim? Nunca te fiz nada pra merecer. - Nunca me deu nada de bom por que n tem nada de bom, Franceanderson... Você e uma mata seca nada flosresce em você, nem mesmo Lívia, que era um flor de plástico, seu calor derreteu ela.

Incontente

Não existe paz nesses olhos Não há descanço Nesses labios finos, me perco Neles eu danço Por meus dedos escorrem Cartas e lirios Mas nada falo, na boca Nasa transpira Eu me assusto, me retraio Sob seus olhos afoitos E não me distraio Sob suas mãos eu corro Não me sustento Quase morro é fogo Tudo em meu ventre Sua voz suave ressoa As mesmas ondas Meu corpo entoa, e paro Quase desmaio

Para Gláucia

Seus olhos tinham medo O meu apenas perdê-la Queria sorrir o tempo todo Se ela calma entrava Estava perdido Amava Gláucia como ateu Nada via depois de meus óculos Apenas seu rosto risonho

Gato Preto

Seus olhos de gato preto me fazem falta Seu papo sempre centrado em demasia Seus equívocos tão suaves e tão contidos Seu ser no total Todas as horas do meu dia fazem falta Um gato preto solto a gingar pela rua Com a cabeça reta e os olhos na lua Sei que nesse mente, insana e inquieta, ha maravilhas E esses olhos de gato preto vêem seu mundo mudado Por entre as funções, frações e contradições que embalam seu sono Existem monstros de concreto e fome E os pesadelos suados de pés no asfalto Dissolvem no seu acordar de gato preto E naquelas patas, suaves, de gato preto Uma força que se rasga de pantera negra Uma marca dianteira esquerda é a bandeira Da liberdade acentuada de um homem preto

Pró-seco

Poderia, apenas, tomar um chá, estender os pés por cima da mesa de centro e esquecer. Sim, poderia! mas não quis, dirigiu em velocidade reduzida, parou em um pitoresco barzinho, pediu uma xícara de café com conhaque e de novo se ateve a memórias, as repassava com voracidades enquanto o liquido quente e encorpado lhe descia pela garganta, todavia não estava triste, se encontrava apenas em estado de contemplação. Chegara a conclusão de que seu rarefeito passado deixara de lhe espetar a alma.

Edilvan

Linhas finas, traços resolutos seu comedismo* renderia uma canção Olhos de gelo quase carregados A nada faziam menção E algumas horas por dia sorria Robótico, intricado como um príncipe de gelo Que precisa aparecer Eu as vejo pelos cantos a notar-lhe E penso em como fundamentam sua fantasia Como supõe uma chama clara Eu claramente só vejo gelo Mas calma, eu só vejo É suposto que hajam sentimentos Domados e Adestrados Invisíveis aos meu questionamentos